quarta-feira, 1 de março de 2017

A Geração que não passará de Mateus 24:34

ARGUMENTO: Jesus falou que a geração de seus discípulos não passaria até que tudo o que ele disse sobre o fim do mundo se cumprisse. Já passaram mais de dois mil anos, aquela geração se foi, e nada de fim do mundo.




Durante seu famoso sermão sobre a Grande Tribulação e o fim dos tempos, Jesus falou sobre uma geração que "não passaria" até que todas as coisas ditas por Ele se cumprissem (Mateus 24:34). Que geração seria essa? Isso tem sido motivo de debates entre muitos teólogos. Apresento aqui uma possível explicação:


O uso da palavra “geração” por Jesus nessa passagem pode muito bem se referir ao povo judaico como etnia (ou talvez até como raça mesmo) que permaneceu distinta até hoje. A palavra geração na bíblia não tem um período rigidamente definido. Existem gerações mencionadas na bíblia de 100 anos (Gn. 15:13,16), de 40 anos (Nm. 32:13) e etc...

A palavra geração vem do grego "genea", que originou a palavra "genealogia", ou seja: GENEA = GERAÇÃO/ LOGIA = ESTUDO.

 Essa palavra se caracteriza pelo conjunto de descendentes de um indivíduo. Portanto, tudo indica que Jesus falava do povo judaico como etnia/raça quando usou a palavra geração. Mesmo diante de tantas adversidades como a dispersão, o holocausto, guerras e etc, essa geração ou etnia continua existindo distintamente e existirá até que todas essas coisas aconteçam (Mateus 24:34).

A palavra grega "γενεά" (geração) também pode ser traduzida como raça ou família, o que reforça a tese de que Jesus estaria se referindo aos judeus como raça.



Essa palavra também pode ser traduzida como "Era", ou seja, período de tempo que serve de base a um sistema cronológico, exemplo: "Era cristã".

A tradução bíblica da Liga Bíblica Mundial, por exemplo, usa a palavra ERA no lugar de geração.





4 comentários:

  1. O mesmo argumento é usado acerca do que Deus falou a Davi da geração dele reinaria para sempre, e depois de algumas gerações, a linhagem dele foi destituída do trono.
    Mas nós sabemos que isso se refere ao reinado messiânico, que será eterno.

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    1. Sim. Acaso não leste tu a epístola onde Pedro manda guardarmos a Estrela D'álva em nossos corações?
      Acaso leste a revelação de João onde o próprio Messias reinvindica o título de resplandescente Estrela da Manhã?!
      Chamar shaitan de Lúcifer, é tirar a Glória do Cordeiro e dá la a quem não é digno de obtê la.

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  2. Na verdade o que is ateus alegam é verdadeiro, porém falso. Como assim?

    Verdadeiro pois Jesus afirmou vir na geração apostólica (Mt 16.27-28; 10.23; 26.59-64), mas essa vinda "parousia" seria uma vinda em juízo contra a nação de Israel, leia Mateus 23.29-36...

    Todos os apóstolos sabiam da "vinda" em juízo de Cristo e que estavam nos últimos dias, ou última hora (At 2.17; Hb 1.1-2; 2Pe 3.1-3; 1Jo 2.18), sabiam que naquele momento estavam vivendo o fim dos tempos (1Co 10.11; Fp 4.5; Hb 10.25; 1Pe 4.7), isso não era uma mera coincidência, foi porque de fato e de verdade Cristo prometeu vir na geração (genea) deles, as ocorrências da palavra "genea" em todo NT nos trás para geração apostólica que era chamada de "genea" perversa e adúltera, e incrédula (note a relevância de audiência) (Mt 12.45; 16.4; 17.17).

    Por mãos de qual "genea" Cristo pareceria? (Lc 17.25), como assim "vinda" em juízo?

    Cristo é Deus, o próprio YHWH se fez carne (Jo 1.1-3; 14), Deus no AT julgava as nações com sua "vinda", não uma vinda literal, Deus não veio literalmente contra o Egito (Is 19.1) cavalgando numa nube nuvem feito Goku, isso é uma metáfora, "nuvem" significa para a linguagem semita como Deus vindo trazendo julgamento, por isso Cristo foi acusado de blasfêmia (Mc 14.62-64), mas como Deus julgou Egito como acima em Is 19.1? Usando Nabucodonosor e o exército babilônico (Ez 30.3-4), Nabucodonosor foi a espada do Senhor (Ez 30.24-25), o que Cristo fez foi julgar a nação de Israel por meio dos romanos na guerra de 66-70dc onde ali se cumpriu tudo o que Cristo pronunciou (Lc 21.20-24; 32), o livro de Flávio Josefo Guerra Judeus relata perfeitamente todos os detalhes dessa guerra e como Cristo ali julgou a nação de Israel pela perversidade contra Cristo e a igreja do século 1 (At 2.40), Deus após ter julgado por meio destruição e exílio há Judá e Israel por meio de Nabucodonosor 70 anos, julgou a perversidade da Babilônia por meio de Ciro o Persa, e livrou o povo do cativeiro (Is 45.1-2), a derrota de Babilônia/Assíria foi como a "vinda" do Senhor ou "dia do Senhor" Ciro e seu exércitos são chamados de "santificados" e "instrumentos" (Is 13.1,3,5), a queda da Babilônia foi profetizada por Isaías como uma queda cósmica (Is 13.9-10) céus e terra simbolizando o governo de Babilônia caindo (Gn 37.9-10),assim como Cristo descreveu a queda do templo e de Jerusalém naquela geração (Mt 24.2-3,29-34)

    Assim como Deus despertou Ciro para transformar Babilônia como Sodoma e Gomorra (Is 13.16-19), Cristo também entrou em juízo contra Jerusalém... E todos os apóstolos pregaram baseados em Mateus 24.34... Tiago 5.8-9; Apocalipse 1.1-3; 22.6,10.

    A escatologia precisa de u.a reforma já, e assim cada vez mais acabar com os sofismas ateístas, e de sofismas carismáticos que por meio da ignorância, e falso ensino estão entregando aos montes várias pessoas ao pior dos enganos, que é o Ateísmo.

    André Luis.

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