terça-feira, 24 de junho de 2014

Milagres da bíblia não podem ser comprovados

ARGUMENTO: “Os milagres mencionados na bíblia não podem ser comprovados”


Primeira tentativa (negam tudo):

A primeira tentativa de um neo-ateu durante um debate sobre a veracidade da bíblia, provavelmente vai ser a de negar que qualquer história ou personagem bíblico seja real. Ele vai tentar colocar a bíblia no mesmo nível de um livro de contos de fadas. É claro que se o neo-ateu estiver debatendo com uma pessoa preparada, seu argumento está fadado ao fracasso. 

A arqueologia, mais do que qualquer outra disciplina científica, tem comprovado cada vez mais os relatos históricos da bíblia, assim como a existência histórica de seus personagens. A história secular também contribuiu muito nesse aspecto.

Exemplos:

Cilindro de Ciro: comprova o decreto do rei persa mencionado em 2Crônicas 36:23. Confirma também o relato bíblico sobre a conquista de Babilônia de forma rápida e sem batalha, como descreve Daniel 5:30-31.




Estela de Mesa - confirma o relato de 2Reis 3: do 4 ao 27, além de confirmar a existência de várias cidades mencionadas na bíblia.


 Diante disso, o neo-ateu só tem duas opções: ou continua afirmando que nada na bíblia é verdadeiro, insurgindo-se assim contra a arqueologia e a história secular (e de tabela fazendo papel de palhaço), ou admite que pelo menos parte da bíblia é verídica. É ai que surge a Segunda tentativa do ateu.


Segunda tentativa (admitem uma parte e negam a outra):

Como a parte histórica da bíblia é bem confirmada, o neo-ateu vai precisar de uma nova desculpa para continuar dizendo que a bíblia é um livro de mitos ou fantasias (pois seu ateísmo depende disso). Dessa vez ele vai alegar que “os milagres mencionados pela bíblia não podem ser confirmados”. 
De fato ele tem razão nesse ponto, pois se existisse uma confirmação, ela teria que vir da ciência, e a ciência se limita ao mundo natural, e portanto, não pode confirmar a veracidade de acontecimentos sobrenaturais (algo além do natural). 

Mas o fato de não podermos confirmar a veracidade dos milagres mencionados na bíblia, não significa, necessariamente, que eles não aconteceram. Significa apenas que não temos como comprová-los. Ou você acredita neles (por fé), ou não.

Mas, se por um lado não existem provas empíricas de que esses milagres aconteceram, existem evidências. 
Um exemplo que posso citar, é o caso das 10 pragas, que segundo a bíblia, Deus teria lançado sobre o Egito na época de Moisés. A bíblia fala sobre essas pragas nos capítulos 7, 8, 9, 10 e 11 do livro de Êxodo. 

O interessante, porém, é que a arqueologia encontrou pelo menos dois documentos egípcios que falam sobre a ocorrência de pragas bem semelhantes no Egito. Um deles é a Estela de Ahmose, e o outro, o Diário de Ipuwer. Esses documentos falam claramente sobre uma escuridão que tomou conta do Egito, sobre águas que se tornaram sangue, sobre plantações em chamas e etc. Pragas exatamente iguais às mencionadas na bíblia.  Seria isso uma incrível coincidência? 


Estela de Ahmose

Diário de Ipuwer



Jesus



O Senhor Jesus certamente é um personagem bíblico diferenciado. Ele de fato viveu nessa terra como um homem de carne e osso, como atestam vários historiadores antigos. Porém, a bíblia atribui a ele poderes sobrenaturais. Jesus podia andar sobre as águas, podia transformar água em vinho, curar enfermos, ressuscitar mortos e etc. 


É obvio que os neo-ateus não acreditam em nada disso. Muitos deles alegam que os escritores bíblicos exageraram sobre a pessoa de Jesus, criando uma estória fictícia em torno dele, talvez para promover o cristianismo. 

Seria mesmo verdade?




As pessoas mais próximas de Jesus foram os 12 apóstolos. Eles recebiam os ensinamentos diretamente de Jesus. Eles também acompanhavam o Mestre para onde quer que ele fosse, e foram testemunhas oculares das coisas que ele fez. Pelo menos dois dos quatro evangelistas foram apóstolos (Mateus e João). Mateus e João não escreveram sobre coisas que “ficaram sabendo” sobre Jesus, mas sobre coisas que viram pessoalmente


“o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos...” (Apóstolo João – 1João 1:3).

E eles de fato descreveram Jesus não como um homem comum, mas como alguém com poderes sobrenaturais. Estariam eles mentindo a respeito de Jesus?
Se o Jesus bíblico fosse mesmo uma invenção, como alegam os ateus, os apóstolos certamente o saberiam, pois como eu já disse, eles conviveram de perto com Jesus, e foram testemunhas oculares das coisas que ele fez. Mas o que intriga os críticos é o fato de que nenhum desses apóstolos negou a fé, mesmo diante de severa perseguição e perigo de morte. 

Se tudo o que foi dito sobre Jesus fosse mera invenção dos apóstolos, eles certamente seriam os primeiros a “pularem fora” do cristianismo quando o imperador romano começou a perseguir furiosamente os cristãos. Eles obviamente não iriam colocar suas vidas em risco por causa de uma história que eles mesmos inventaram. 

 Mas, estranhamente, a atitude deles não era a de quem estava mentindo, mas a de quem realmente acreditou no que viu.

 Eles demonstraram ter convicção das coisas que ensinavam sobre Jesus.
De fato eles deixaram família e emprego para trás, e continuaram pregando o evangelho mesmo debaixo de severa perseguição, o que resultou na morte da maioria deles. Veja como morreram alguns apóstolos (segundo a tradição cristã):

Mateus – morreu à espada enquanto pregava na Etiópia

André – morreu em uma cruz em forma de “X”. Enquanto agonizava, continuava pregando o evangelho para seus algozes. 


Filipe – foi enforcado de encontro a um pilar em Hierápolis.

Bartolomeu – teria sido morto à chicotadas

Simão – morreu crucificado

Tiago menor – Foi atirado do pináculo do Templo e depois apedrejado até a morte

Tiago maior – foi decapitado em Jerusalém

Judas Tadeu – também foi assassinado por causa do evangelho

Pedro – morreu crucificado de cabeça para baixo


Tomé – morreu por ordem do rei Milapura, na cidade indiana de Madras, no ano 53 da era cristã. Alguns historiadores dizem que ele foi atingido por flechas enquanto orava.

Agora o neo-ateu fica numa “sinuca de bico”! Ele quer alegar que os apóstolos inventaram toda aquela história sobrenatural em torno de Jesus. Mas a atitude  deles em não negar o evangelho, mesmo diante da morte eminente, sugere que eles acreditavam piamente no que falavam a respeito de Jesus. Surge ao ateu uma terceira saída...


Terceira tentativa (comparar os apóstolos com fanáticos suicidas):


Esse é o último recurso do ateu desesperado nesse tipo de debate. Apesar de não querer admitir, ele vai perceber que a atitude das testemunhas oculares de Jesus só reforça a veracidade dos evangelhos. 

A saída será tentar provar que esse comportamento (de morrer pela fé) pode ser observado em outras religiões também. Um homem-bomba, por exemplo, está disposto a morrer por sua religião, pois acredita nela... É muito comum nesse caso, que o ateu faça menção a uma seita chamada Heaven’s Gate (lit. Entrada para o Céu). 

Trata-se de um grupo (seita) que cometeu suicídio coletivo em 1997. Os membros desse grupo acreditavam que o nosso planeta iria ser reciclado, e que a única chance de sobreviver era abandoná-lo imediatamente. Então decidiram cometer o suicídio. 




É claro que essa comparação é grotesca! Com exceção de Judas Iscariotes, nenhum apóstolo tirou a própria vida. Os apóstolos não eram suicidas. Eles eram pessoas comuns, trabalhadores, pessoas que haviam deixado suas famílias e afazeres para se dedicarem à pregação do evangelho. Comparar vítimas de perseguição com fanáticos suicidas é no mínimo ridículo.

Extremistas suicidas acreditam cegamente em sua religião, isso é verdade, mas não devemos nos esquecer de que os apóstolos foram testemunhas oculares do que Jesus fez, e não simples crentes cegos de uma religião. Ao contrário dos membros da seita Heaven’s Gate, os apóstolos de Jesus tinham como saber se seu Mestre era uma fraude ou não.





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