domingo, 24 de agosto de 2014

Introdução ao Design Inteligente (entenda o que é)

O que é a teoria do Design Inteligente e o que ela propõe?





O Design Inteligente é uma hipótese proposta por cientistas de diversas áreas.  Segundo essa hipótese, o Universo e os seres vivos teriam sido criados de forma intencional por uma inteligência desconhecida. Os proponentes do Design Inteligente (daqui para frente identificado como DI), afirmam existir evidências disso na natureza. Muitas estruturas naturais possuem “traços de design”, um certo “padrão de engenharia” muito semelhante ao que é encontrado em máquinas feitas pelo homem. Falando sobre esse aparente design, uma revista científica observou:


 “Assim como as máquinas inventadas por humanos, as montagens de proteínas contém partes móveis muitíssimo coordenadas” (Cell 1998, Vol 92).

Para esses cientistas do DI, isso pode ser considerado a assinatura de um certo desenhador, ou criador.

Esses “traços de design” na natureza são tão evidentes, que até mesmo o cientista ateu Richard Dawkins, admitiu poder observá-los:




No entanto ele prefere dizer que esse design é aparente, ou seja, apenas “parece” ter sido criado, mas não foi:


“A Biologia é o estudo de coisas complicadas que possuem a aparência de terem sido projetadas [criadas] com um propósito.”(Dawkins, R., The Blind Watchmaker, W.W. Norton & Company, New York, p. 1, 1986).

Na verdade alguns cientistas ateus parecem fazer um esforço enorme para convencer-se a si mesmos de que os traços de design que observam na natureza são apenas “coisas que parecem” ter sido criadas, mas não foram”. Francis Crick, outro cientista ateu, recomendou:


“Os biólogos têm que se lembrar constantemente que o que eles observam não foi criado, mas, em vez disso, evoluiu.”(Crick, F., What mad pursuit: a Personal View of Scientific Discovery, Sloan Foundation Science, London, 1988, p. 138).


É como se você entrasse num ambiente, visse alguém que você odeia, fechasse os olhos e dissesse: “ele não está aqui, ele não está aqui...” Rs!

O DI é óbvio, auto-evidente, e os cientistas que querem negá-lo (por questões filosóficas) precisam repetir constantemente para si mesmos o seu mantra evolucionista: “Isso não é fruto de design intencional... isso evoluiu, isso evoluiu...

Por que os ateus rejeitam o DI?

Acho que a resposta é óbvia! O DI de certa forma reforça o que os religiosos vêm dizendo há milênios sobre um Criador.
Apesar de o DI não identificar quem seria esse criador, por considerá-lo desconhecido, é inevitável que as pessoas acabem associando essa “inteligência criadora desconhecida” com  Deus. Os próprios ateus já estão fazendo essa associação, e por isso rejeitam terminantemente o DI. Estão rejeitando uma hipótese cheia de evidências simplesmente porque não gostam do que ela propõe. 

Quais argumentos os ateus e demais críticos usam contra o DI?

Os argumentos são variados e a maior parte deles não passa de falácias que tentam rotular o DI como um tipo de religião. Vejamos alguns exemplos:

O DI é criacionismo religioso disfarçado

A única coisa que o DI tem em comum com o criacionismo, é que ambos alegam que o mundo foi criado de forma intencional e inteligente. Mas as similaridades entre DI e criacionismo acabam aqui. O criacionismo atribui a criação a um Deus (ou deuses). O DI atribui a criação do mundo à uma inteligência desconhecida. O criacionismo, seja ele qual for (criacionismo científico ou religioso), tem ligações com conceitos religiosos. O DI, por sua vez, não se baseia em livros sagrados ou em qualquer premissa religiosa. Os argumentos utilizados pelos defensores do DI são científicos, oriundos de estudos. DI é observação, estudo e inferência. 

O DI atribui a criação a um deus sobrenatural

Mais uma falácia ateísta. Ao estudar certas estruturas e perceber que nelas há sinal de planejamento, obviamente os proponentes do DI sabem que deve haver um planejador, pois coisas não se planejam sozinhas. Contudo eles não sabem quem, o ou o que seria esse planejador. A única coisa que podem afirmar sobre o planejador é que se trata de uma inteligência, pois somente a inteligência pode arquitetar, planejar ou projetar. Eles apenas encontram evidências de planejamento na natureza e fazem suas teorizações, mas nenhuma delas apela para o sobrenatural. Proponentes do DI não estudam coisas sobrenaturais como deuses, anjos, almas ou espíritos. O que eles estudam são estruturas naturais como moléculas, células, motores moleculares e etc.


O DI é proposto por religiosos

O DI não é proposto por líderes religiosos, e sim por cientistas de diversas áreas. Entre os proponentes do DI se encontram biólogos, astrônomos, físicos, químicos, bioquímicos e etc. Obviamente muitos desses cientistas possuem uma religião, mas isso não significa que o DI seja baseado na religião deles. O DI também possui proponentes ateus e agnósticos. O matemático David Berlinski, por exemplo, é proponente do DI, e é agnóstico. Conheça alguns proponentes do DI:


Michael J. Behe (bioquímico)

Marcos Nogueira Eberlin (químico)

Adauto J. B. Lourenço (físico)


Stephen C. Meyer (geofísico)

Kelson Mota T. Oliveira (Doutor em Físico-química)
´
Rodinei Augusti (químico)

Ricardo B. Marques (biólogo)


E muitos outros! Cada qual pesquisando traços de planejamento dentro de suas áreas de estudo.


O DI não possui estudos científicos

Primeiramente devemos saber o que o DI propõe de verdade. O DI é uma hipótese simples, com apenas duas inferências:

INFERÊNCIA 1: Existem sinais de design inteligente no Universo e nos seres vivos (vou mostrar alguns exemplos no decorrer desse artigo)

INFERÊNCIA 2 : processos naturais e leis da natureza não teriam trazido à existência o universo e a vida. A melhor explicação para o surgimento de certas estruturas seria um design intencional. Aqui o DI contesta o pensamento predominante no meio científico de que estruturas complexas e funcionais vieram à existência simplesmente por meio de processos naturais randômicos e sem um controle inteligente.

Para mostrar que existe design intencional na natureza, o DI possui uma metodologia própria, onde tenta separar design aparente (parece mais não é), de design intencional. Para quem quiser saber mais sobre essa metodologia, sugiro a leitura do livro “Signature in the Cell” de Stephen C. Meyer.

Agora para mostrar que processos naturais e leis da natureza não poderiam ter criado certas estruturas, os proponentes do DI contam com vários estudos científicos revisados por pares. Exemplo: 


“A.C. McIntosh, ‘Information and Entropy — Top-Down or Bottom-Up Development in Living Systems?,’ International Journal of Design & Nature and Ecodynamics, Vol. 4(4):351-385 (2009)”.

Quem é o designer do DI?

Como eu disse, ele é desconhecido. Cada proponente do DI tem suas convicções particulares sobre a identidade desse projetista. Eu, como cristão, acredito que o designer seja Deus. Contudo isso é apenas uma opinião particular minha. O DI realmente não estuda o projetista, mas tão somente os traços de design na natureza. 

Para muitos críticos, o fato de o DI não conhecer a identidade do projetista é um problema. Muitos perguntam: “Como vocês podem afirmar que houve um planejamento se nem sequer sabem quem planejou?” Isso na verdade nunca foi um problema para quem propõe o DI, pois, como diria o  filósofo  William Lane Craig, “para reconhecer uma explicação como a melhor, não é preciso ter uma explicação da explicação”. 




Imagine que você esteja andando por um deserto. Para todo lado que você olha, só vê areia. De repente você vê uma casa abandonada, com paredes, janelas, portas e telhado. Mesmo que você não saiba o nome do engenheiro que projetou aquela casa, ou do pedreiro que a fez, você será capaz de saber que aquilo não surgiu através de forças da natureza. A casa foi criada de forma inteligente e intencional. 

Os proponentes do DI gostam muito de usar o Monte Rushmore como exemplo. Aqueles rostos esculpidos nas rochas possuem traços de design intencional. Qualquer pessoa, ao olhar para o Monte Rushmore, já percebe que aquilo não pode ter sido criado aleatoriamente pela ação da erosão. Aquilo é trabalho de inteligência, de planejamento.


Monte Rushmore


 O mesmo percebem os cientistas do DI ao estudar estruturas com complexidade organizada e funcional, como células ou até mesmo um flagelo bacteriano. Essas estruturas são verdadeiros sistemas funcionais, formados por partes (peças) encaixadas de forma coesa, funcionando em conjunto, como ocorre nas máquinas criadas pelos seres humanos. 


Agora vejamos alguns exemplos de argumentação dos proponentes do DI: 

Mimetismo (biologia)


Goniurellia tridens


Um exemplo interessante na área da biologia que posso citar, é um inseto chamado Goniurellia tridens. Esse inseto possui o desenho de formigas em suas asas. Isso serve para confundir seus predadores. Temos agora duas propostas para explicar o surgimento desse inseto: 1 - acaso fortuito e processos naturais (ciência convencional) ou  2- design intencional (DI). 




Do acaso fortuito e forças cegas da natureza eu esperaria apenas desenhos abstratos ou borrões de cores. No entanto, o que eu vejo nesse inseto é o desenho perfeito de formigas com cabeça, tórax, abdome e patas. Pense um pouco: um desenho assim poderia surgir por acidente? Além disso, se o desenho serve para confundir os predadores da criatura, temos também um “propósito”. Forças cegas do acaso são capazes de criar coisas com propósito ou finalidade específica? 

Muita gente prefere acreditar no que diz a ciência convencional por acreditar que todas as explicações estão devidamente embasadas por estudos empíricos e tal, mas em casos como o da Goniurellia tridens, as explicações são subjetivas e normalmente apelam para o fator tempo + acaso. Usar o “acaso” como um agente causativo, não seria o mesmo que fazer uma transição ilegítima de um conceito científico para um conceito praticamente religioso? Pense bem! 




O mimetismo sempre me fascinou! Existem orquídeas que imitam as fêmeas dos insetos, e assim os atraem para polinizá-las. Novamente podemos perceber um propósito. A orquídea não se parece com um inseto atoa. Existe uma função nessa aparência. Será mesmo que a seleção natural, um processo não dirigido de forma inteligente, poderia explicar tamanha engenharia?




Bicho folha



Inseto ou folha? Sim, é um inseto, mas se parece com uma folha. E não é uma imitação meia-boca não! É uma imitação rica em detalhes. Note que o inseto imita pormenores da folha, como seu pecíolo, seu limbo e seus vasos condutores. Em alguns casos o inseto imita até marcas de fungos:

Note a simulação de marcas de fungos


E também imita folhas parcialmente secas, dando mais realismo à camuflagem:


De vez em quando simula também uma folha com pedaços faltando, como se um inseto tivesse devorado um pedaço da folha:


Os cientistas do DI enxergam nessa criatura sinais claros de planejamento e propósito. 






Engrenagens


Engrenagens mecânicas 


A invenção da engrenagem se perde na história. Os primeiros a usar esse mecanismo foram provavelmente os chineses. A função das engrenagens é transmitir ou transferir movimento de uma peça para outra. Engrenagens são usadas em diversos tipos de máquinas, relógios e etc. E se eu te dissesse que uma engrenagem foi encontrada numa estrutura biológica? Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram que um pequeno inseto, muito comum em jardins da Europa, tem engrenagens nas pernas traseiras que o ajudam a realizar grandes saltos. O inseto pertence ao gênero Issus. Como é que “acidentes felizes do acaso” poderiam criar engrenagens? 


Engrenagem num inseto




Flagelo bacteriano




Achou interessante a presença de engrenagens em insetos? E o que acharia se eu te dissesse que existe um verdadeiro motor de popa biológico?  Quando Darwin propôs sua teoria, os cientistas sabiam muito pouco a respeito da vida molecular. Hoje, através da bioquímica moderna, do estudo da vida a nível molecular, podemos ver detalhes nunca antes vistos. 

Os cientistas do design têm usado o flagelo bacteriano como exemplo de algo que “jamais poderia ter se formado sem o trabalho de uma inteligência”. O flagelo bacteriano é uma estrutura existente em algumas bactérias, e  tem a função de dar movimento a elas. Ele funciona de forma semelhante a um motor de barco (motor de popa). Trata-se de um nanomotor molecular automatizado. Suas partes (peças), correspondem às peças dos motores fabricados pelos humanos. O flagelo bacteriano possui um filamento que funciona como hélice. Essa hélice está conectada a um tipo de gancho que funciona como uma junta universal. A função desse gancho é gerar certa inclinação no filamento, para que ele funcione como uma hélice. 




Logo abaixo temos anéis que funcionam como buchas e estator. Nesse “estator” existem proteínas que formam um canal de prótons. A função do “estator” no flagelo é a mesma do estator mecânico, ou seja, gerar corrente elétrica. Dessa forma o motor flagelar irá funcionar através de energia química gerada pela circulação de prótons.

 O flagelo ainda possui um tipo de rotor e uma chave reguladora. O flagelo na verdade possui 40 partes estruturais organizadas de forma perfeita, trabalhando em conjunto, como acontece nos motores feitos pelo homem. Sua velocidade é de 100 mil RPM, e ainda conta com duas marchas (frente e ré). Sua refrigeração é feita por água e ainda possui um mecanismo sensorial  (Unlocking The Mystery of Life 2002)




Observe que temos no flagelo uma complexidade organizada formando um sistema funcional. Esse é o mesmo padrão de design que encontramos em máquinas projetadas pelo homem. Como as forças cegas da natureza poderiam organizar e encaixar 40 peças a ponto de criar um sistema altamente sofisticado e funcional? É muita engenhosidade para se atribuir ao acaso. 

É por isso que os cientistas do DI insistem em dizer: “encontramos sinais de projeto inteligente e intencional na natureza”. Eles não estão se baseando na bíblia ou em qualquer outro livro religioso. Eles estão se baseando na observação direta dessas estruturas. O DI é autoevidente. 


Cérebro




O cérebro é considerado a estrutura biológica mais complexa do mundo. Mas não é uma simples complexidade que encontramos ali, mas uma complexidade organizada e funcional. São cerca de 100 bilhões de neurônios trabalhando em conjunto. O cérebro controla a temperatura de seu corpo, sua respiração, pressão arterial, suas emoções, fala, pensamentos e muito mais. Podemos comparar o cérebro a um computador! Vejamos: 

Seu cérebro possui cerca de 16.800 GHz. O computador que estou usando para escrever esse texto não tem nem a metade disso. 




Velocidade de processamento de dados:




Um computador antigo como o Pentium de 700 MHz podia processar cerca de 4.2 mil instruções por segundo. Um super computador como, por exemplo, o DEEP BLUE da IBM, pode processar 3 milhões de instruções por segundo. Teu cérebro, por sua vez, pode processar 100 milhões de instruções por segundo! Seriam necessárias 24 mil unidades do processador Pentium de 700 MHz para atingir a velocidade de processamento do cérebro (fonte: Artigo de Hans Moravec - membro do corpo docente adjunto do Instituto de Robótica daCarnegie Mellon University – abstract: link). 


Capacidade de armazenamento:




Algumas pessoas ficam orgulhosas por terem um computador com muitos gigabytes de HD! Com 500 gigabytes no HD você já tem espaço de sobra! Mas se quiser algo mais poderoso, você pode optar por um desses computadores de ponta, como o iMac Apple ME089BZ/A, por exemplo, que tem 1 Tb (terabyte) de HD. Cada terabyte corresponde a 1024 gigabytes.  O “precinho” dele também é bem “poderoso”! Cerca de 9.300 Reais à vista. Se for pagar em prestações o preço ultrapassa 10 mil. Só a nível de comparação, o teu cérebro possui uma capacidade de armazenamento de 2,5 petabytes. Cada petabyte corresponde a 1024 terabytes ( fonte: link). Resumindo: o teu cérebro deixa a capacidade de armazenamento dos melhores PCs no chinelo! 

O cérebro também possui um baixo consumo de energia e dispensa sistemas de refrigeração. De acordo com o livro “A Mente Humana”, se fosse possível construir um computador tão complexo como o cérebro humano, seria necessário construir uma usina elétrica exclusiva e capaz de fornecer megawatts de energia. Além disso, uma máquina dessas exigiria que o dissipador de calor fosse do tamanho de uma cidade

( Fonte: http://www.lucidpages.com/branco.html ).

Sistema de limpeza

E como se já não bastasse tamanha tecnologia, o cérebro ainda possui seu próprio sistema de limpeza. Há pouco tempo os cientistas ainda não sabiam como o cérebro fazia para se livrar dos resíduos metabólicos, uma vez que o sistema linfático não atua na região do cérebro. No entanto, segundo um estudo conjunto realizado por cientistas de 3 universidades, o cérebro possui um sistema de limpeza ainda mais eficiente do que se imaginava. Os pesquisadores batizaram esse mecanismo de limpeza de sistema “glimpático”.

( revistaScientific American 15 de agosto de 2012) ( Nature doi:10.1038/nature.2012.11216 - link)

Pois é! Os cientistas do DI estão cobertos de razão ao alegarem que sistemas assim jamais poderiam se formar puramente através de forças cegas e não inteligentes do acaso. Existe um padrão de engenharia em nosso cérebro muito semelhante ao padrão de engenharia encontrado em máquinas projetadas pelo homem.  O design é óbvio! 

DNA




Nosso DNA possui um tipo de coisa que só a inteligência poderia produzir: INFORMAÇÃO CODIFICADA. Toda informação codificada existente no mundo foi produzida pela inteligência humana, com exceção, é claro, da informação presente nas moléculas de DNA. Para criar uma informação codificada, precisamos apenas de duas coisas: caracteres e raciocínio. Esse texto que você está lendo agora, é uma informação codificada, pois agrupa caracteres (nesse caso letras), de forma coesa, ou seja, de uma forma que faz sentido, que transmite uma informação compreensível. Se eu colocasse um macaco aqui para teclar, certamente ele não iria produzir informação codificada, pois para colocar cada caractere no lugar certo, preciso de raciocínio e inteligência (preciso saber o que estou fazendo).

 Existem outros tipos de informação codificada, como algoritmos, código Morse (que usa apenas dois caracteres: um ponto e um traço) e muitos outros. A informação presente em nosso DNA usa apenas 4 caracteres. São 4 letrinhas do alfabeto químico (A, T, G e C). Em nosso DNA existem cerca de 3.146,000,000  letrinhas químicas ou bases nitrogenadas  perfeitamente organizadas na ordem certa a formar “receitas” de proteínas. 

Veja que não há nada aleatório ali. 

Dizer que essa informação surgiu por acaso equivale a dizer que um livro poderia surgir através de forças da natureza, sem nenhum tipo de inteligência envolvida no processo! O que seria um absurdo. 

O mecanismo que é utilizado para a leitura dessa informação também é muito inteligente! O RNA, lá dentro da máquina de enzimas, lê o DNA, pega as informações necessárias, respeitando as "pontuações" (stop códons), e leva essas informações para um ribossomo, onde a informação é decodificada e usada para formar proteínas complexas! Centenas de milhares de proteínas que constituem nosso corpo!  Todas as receitas para fabricá-las estão lá, em nosso código genético! Como bem disseram, a vida é coisa de profissional! Sem contar na forma em que toda essa informação está armazenada! Uma verdadeira façanha de engenharia! Carreteis, espirais dentro de espirais, filamentos entrelaçados... 

A forma em que o DNA é armazenado nos cromossomos é considerada uma incrível façanha de engenharia. É como colocar 40 quilômetros de uma linha muito fina dentro de uma bola de tênis. Mas o detalhe é que essa linha teria que ser organizada de tal forma, que qualquer trecho dela pudesse ser encontrado com facilidade (Life Script, de Nicholas Wade, 2001. p. 79). 

Pense bem: Tanta organização e eficiência poderia ser fruto de acidentes do acaso?
O genoma realmente pode ser comparado a um grande livro, cheio de informações. Mas ele não é um livro comum. Ele é um livro inteligente, que pode ler e fazer cópias de si mesmo. O DNA realiza pelo menos dois trabalhos muito importantes: A replicação e a transcrição. O DNA precisa sempre ser copiado para que cada nova célula tenha as mesmas informações genéticas. Existe uma máquina presa ao DNA que faz essa cópia. Ela é chamada de máquina de enzimas. Essa máquina se movimenta ao longo da molécula do DNA como se fosse um trem sobre os trilhos. Entra apenas uma molécula de DNA nessa máquina, mas saem duas moléculas completas.

Nesse processo de replicação, as novas moléculas de DNA são revisadas várias vezes, e se houver algum erro, eles são corrigidos imediatamente. Essas máquinas se movimentam nos "trilhos" do DNA com tanta velocidade, que conseguem copiar todo o genoma humano em apenas 8 horas (Molecular Biology of the Cell, quarta edição, de Bruce Alberts et al, 2002, p. 258). 

Um aparelho de armazenamento capaz de fazer cópias dele mesmo e ainda revisar e corrigir possíveis erros. Seria mesmo coisa do acaso? 


Sintonia fina  (4 forças fundamentais)




Neo-ateus costumam dizer que o universo é um caos, pois os cientistas já observaram algumas galáxias se chocando, e até existe uma previsão de que daqui a cerca de 4 bilhões de anos, nossa galáxia também se chocará com a galáxia de Andrômeda. 


Colisão de galáxias 


Pense bem: os cientistas calculam a existência de pelo menos 170 bilhões de galáxias no universo observável ( A Map of the Universe  Astrophysical Journal 624 [2]: pp: 463 – 484  DOI:10.1086/428890). Nessas 170 bilhões de galáxias observáveis, quantas colisões os cientistas já observaram?  Obviamente o número é insignificante diante da imensidão do universo! Um número muito pequeno e insignificante para servir como base para se afirmar que todo o universo é uma bagunça.

Na verdade esse argumento ateísta constitui uma verdadeira falácia: “Algumas galáxias do universo se chocam, logo todo o universo é uma bagunça” (falácia de Composição), ou quem sabe um Dicto Simpliciter: “Algumas galáxias colidem, logo todas as outras galáxias tendem a colidir”. Posso definir isso como uma compreensão errônea da natureza da estatística.

A verdade é que os cientistas sabem que existe uma espécie de “sintonia fina” no universo. Uma regulagem perfeita nas 4 forças fundamentais que regem todo o universo: força nuclear forte, força nuclear fraca, força eletromagnética e gravidade. 
Pense num equalizador como esse da foto:




 Imagine se você pudesse controlar as 4 forças fundamentais do universo apenas mexendo nesses botões. Essas forças são variáveis, isso é, elas podem ficar mais fortes ou mais fracas. Só que você precisa tomar muito cuidado, pois uma alteração errada, por menor que seja, pode fazer com que todo o universo entre em colapso! 

O que aconteceria se a força eletromagnética fosse alterada?




Para que você tenha uma ideia, uma leve mudança na regulagem da força eletromagnética afetaria o Sol, alterando assim a luz que atinge a Terra. Isso impediria a fotossíntese das plantas. Isso também roubaria da água as suas propriedades ímpares, que são essenciais para a vida. Aliás! Se a força eletromagnética não fosse exatamente do jeito que é, nenhuma molécula se formaria, pois essa força atrai os elétrons aos prótons, permitindo a formação de moléculas. Se essa força fosse mais fraca, os elétrons não orbitariam em torno do núcleo do átomo. Mas, se por outro lado essa força fosse mais forte, os elétrons ficariam reclusos ao núcleo do átomo, o que impossibilitaria qualquer reação química.

O que aconteceria se a força nuclear fraca fosse alterada?

Se a força nuclear fraca fosse um pouco mais forte, nenhum hélio teria sido produzido. Mas, se fosse um pouco mais fraca, praticamente todo o hidrogênio seria convertido em hélio.

O que aconteceria se a força nuclear forte fosse alterada?

Uma mudança mínima na força nuclear forte prejudicaria a ligação dos prótons e nêutrons. Ai poderíamos dar adeus ao oxigênio.

O que aconteceria se a gravidade fosse alterada?

Se a gravidade fosse mais baixa, as estrelas seriam menores, e a pressão da gravidade no interior dessas estrelas não seria forte o suficiente para elevar a temperatura. Assim não ocorreriam as reações de fusão nuclear. Você poderia dar adeus ao Sol.

Não há como negar que as dimensões dessas forças são absolutamente precisas. As variáveis estão reguladas em sintonia fina. Isso sugere um controle racional, uma causa primária inteligente, pois variáveis não costumam se regular sozinhas. 

Variáveis favoráveis à vida

Localização do planeta


Via Láctea


Muitas vezes vejo notícias na mídia sobre planetas possivelmente habitados. Um dos fatores que levam os cientistas a pensar que existe vida nesses planetas é a possível existência de água em estado líquido. Mas será que apenas ter água já é o suficiente? Estou certo que não! A vida aqui na Terra não depende só da água, mas também de numerosas variáveis que garantem nossa sobrevivência. 

Nosso planeta se encontra no lugar certo da Via Láctea, ou seja, na chamada “zona habitável” (nem muito perto do centro da galáxia e nem muito longe). Nessa área existem concentrações de elementos químicos necessários à vida. Se nosso planeta ficasse mais perto do centro da Via Láctea, o efeito gravitacional das estrelas vizinhas poderia distorcer a órbita da Terra, o que poderia afetar negativamente o clima do planeta. 


Vênus


Estamos também numa distância segura do Sol (150 milhões de quilômetros). Para que você tenha uma idéia, Vênus, nosso planeta vizinho, está um pouco mais próximo do Sol, e sua temperatura chaga a 400°C. Só a nível de comparação, os fornos caseiros (forno de fogão) chegam geralmente até 250 ou 280°C.


Escudos protetores


Campo magnético


Contamos com dois escudos naturais para nos proteger da radiação letal e outros perigos vindos do espaço.
O primeiro escudo é o campo magnético da Terra, que nos protege da intensidade total da radiação cósmica e das forças mortíferas vindas do Sol.  O segundo escudo é a atmosfera. A atmosfera tem funções importantíssimas. Ela nos protege do bombardeio diário de inúmeros detritos vindos do espaço. 


Meteoro

Quando esses corpos rochosos (meteoroides) entram na atmosfera terrestre, eles são queimados e desfeitos, provocando um fenômeno luminoso que chamamos de meteoro ou estrela cadente.  A blindagem da atmosfera é bem eficaz e impede que a grande maioria desses detritos espaciais atinjam a superfície da Terra. A lua, por exemplo, não possui esse escudo de proteção, e por isso sua superfície é cheia de crateras oriundas do impacto desses detritos vindos do espaço.


Lua


A atmosfera possui várias camadas, e uma delas, a estratosfera, contém uma variedade de oxigênio chamada ozônio, que nos protege até em 99% da radiação ultravioleta. O mais interessante é que a camada de ozônio é versátil! Ela se adapta conforme a necessidade. Quando ocorre um aumento na intensidade de radiação ultra violeta, a camada de ozônio também aumenta. 

A atmosfera também funciona como um grande “cobertor”, impedindo que a temperatura diminua muito rápido durante a noite. A lua, por não possuir uma atmosfera como a da Terra, sofre mudanças bruscas de temperatura. A temperatura da lua durante a noite pode cair para 180°C negativos.  

Velocidade de rotação da Terra


Terra (nossa casa)


A velocidade de rotação da Terra é adequada! Não é rápida e nem lenta demais. Se fosse mais lenta, os dias seriam mais longos e o lado voltado para o Sol poderia ficar superaquecido, ao passo que o outro lado ficaria congelado. 

Uma velocidade de rotação maior também poderia provocar ventanias destruidoras. Para que você tenha uma idéia, Júpiter, que tem uma rotação muito mais rápida que a Terra, possui ventanias que chegam a  500 km/h (vide). 
Só a nível de comparação, a maioria dos tornados têm velocidade estimada entre 65 e 180 quilômetros por hora.


Júpiter


Tamanho da Terra

O tamanho da Terra é ideal! Não é pequeno e nem grande demais. Se a Terra fosse um pouco menor, o oxigênio iria escapar para o espaço, e a água do planeta iria evaporar. Mas, se fosse maior, sua gravidade seria mais forte, e o hidrogênio que é um gás leve, iria acumular tornando a atmosfera imprópria para a vida. 

Tamanho da lua




O tamanho da lua é ideal para que ela exerça de maneira eficaz algumas influências sobre a Terra. A função da lua não é somente a de fornecer iluminação noturna! A lua também ajuda na estabilização do eixo de rotação da Terra. Além disso ainda controla as marés, que são muito importantes na ecologia do planeta.

Além disso ainda contamos com engenhosos métodos químicos naturais para lidar com o lixo que produzimos diariamente e diversos ciclos naturais que garantem oxigênio, carbono, água, nitrogênio e etc... O acaso sozinho jamais criaria essa harmonia ambiental. 

Antevidência




A antevidência em sistemas projetados pelo homem ocorre quando o projetista percebe de antemão que o sistema poderá enfrentar certo problema, e então ele cria uma solução inteligente para resolver ou amenizar o possível problema. Vou começar com um exemplo muito simples.  Repare na cadeira da foto:




Note que ela possui os pés revestidos com capinhas de borracha. Obviamente o sujeito que projetou essa cadeira percebeu de antemão que sem essas capinhas de borracha a cadeira poderia riscar o piso, e então, criou essa solução. 

Veja outro exemplo de antevidência: as pessoas que projetaram seu computador, perceberam de antemão que o processador poderia superaquecer. Isso certamente diminuiria consideravelmente sua vida útil. Então, criaram uma solução inteligente! Eles colaram no processador um dissipador de calor. Esse dissipador geralmente é feito de alumínio e possui paletas laterais para que o ar quente possa passar. Sobre esse dissipador eles colocaram um tipo de ventoinha chamada cooler , que tem como função acelerar a passagem de ar pelo dissipador, forçando a troca de calor entre o dissipador e o ar. Inteligente, não é?



 Pois é! Esse tipo de antevidência é muito comum na vida de um bom projetista. 

Os cientistas do DI já encontraram muitos exemplos de antevidência nas estruturas naturais que estudam. Veja, por exemplo, o caso da coluna vertebral. Humanos geralmente possuem 33 vértebras em sua coluna vertebral (existem exceções). Note que as cinco vértebras da região lombar são mais fortes que as outras, pois a sustentação do peso do corpo aumenta em direção à terminação inferior da coluna. 




Veja que elas não são mais fortes por acaso ou por capricho da “mãe natureza”! Isso é antevidência! Quando tiver um tempo, não deixe de assistir ao vídeo abaixo. Nele o químico Marcos Eberlin fala sobre antevidência e cita alguns exemplos bem interessantes:  



Eu ainda tenho muito o que falar sobre o DI, mas por enquanto vou ficar por aqui. Se você gostou do tema, volte aqui nesse artigo futuramente, pois vou editá-lo periodicamente para acrescentar mais coisas. 

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