quarta-feira, 2 de julho de 2014

O problema do mal (Paradoxo de Epicuro)


Epicuro

O Paradoxo de Epicuro é um dilema lógico sobre o problema do mal. Esse argumento é muito utilizado pelos ateus nos debates. O objetivo do argumento é mostrar que a existência de Deus é logicamente incompatível com o mal e o sofrimento no mundo. O argumento se desenrola da seguinte forma:

1- Se Deus quer evitar o mal, mas não pode fazê-lo, então não é Onipotente.
2- Se é capaz de fazê-lo, mas não quer, então não é amoroso.
3- Mas se Deus pode e quer evitar, então por que permite o mal?
4- E se não pode e nem quer evitar o mal, então por que chamá-lo de Deus?

Assim, o ateu conclui que um Deus amoroso, Onisciente e Onipotente como o Deus bíblico, não pode existir, pois um Deus assim seria completamente incompatível com a realidade do mundo atual.

O que acontece na verdade é que o Deus bíblico não se encaixa no conceito (concepção) de perfeição divina que os ateus idealizam, e por isso eles o rejeitam. Eles agem como se pudessem ditar o que Deus pode ou não fazer. Se as atitudes do Deus bíblico não estiverem de acordo com aquilo o que o ateu imagina ser o correto, isso significa que esse Deus não existe. É um raciocínio bem simplista:

"Se Deus não faz o que eu espero que ele faça, então ele não deve existir".

 Nem sequer cogitam na possibilidade de Deus ter razões próprias para permitir o mal.

William Lane Craig


Foi exatamente isso o que o filósofo cristão William Lane Craig observou. Segundo Craig, Deus pode ter razões moralmente suficientes para permitir o mal e o sofrimento no mundo, e cabe ao ateu provar que é logicamente impossível que Deus tenha essas razões morais.

Alvin Plantinga


O filósofo Alvin Plantinga elucidou muito bem esse assunto. Uma das razões para que Deus permita o mal é a própria liberdade de escolha dada ao ser humano. O argumento de Plantinga se desenvolve da seguinte forma:

1- Deus criou um mundo com seres significativamente livres.

2- Deus pode criar criaturas livres, mas não pode causar ou determinar que elas façam apenas o que é certo, pois se o fizesse, não seriam criaturas livres.

3- Portanto, para criar seres com moral boa, Deus deve criar criaturas capazes de moral ruim. Ele não pode criá-las com capacidade de fazer o mal e, ao mesmo tempo, impedi-las de fazê-lo. Um mundo em que ações erradas fossem impossíveis, tornaria o livre-arbítrio nulo.

Foi por essa razão que Deus colocou o fruto proibido bem no meio do Jardim do Éden! Para garantir a possibilidade de escolhas boas e ruins ao primeiro casal, e não apenas de escolhas boas. Deus deixou bem claro qual seria a escolha ruim, e suas consequências, mas garantiu o direito de escolha a Adão e Eva. E assim também acontece conosco. Vivemos num mundo onde existe a possibilidade de boas e más escolhas, e temos o livre-arbítrio para escolher o que queremos fazer, pois somos seres livres. Mas todas as escolhas possuem consequências!

Infelizmente, assim como no caso de Adão e Eva, algumas criaturas livres que Deus criou usam sua liberdade para exercer o mal.

O fato de que pessoas usam seu livre-arbítrio para fazer o mal, não contradiz a Onipotência ou bondade de Deus.




36 comentários:

  1. Olá;

    Post interessante. Mas eu gostaria de adicionar um questionamento que os ateus sempre fazem: se Deus criou os seres perfeitos (o anjo Lúcifer, por exemplo), o ser perfeito pode fazer coisas imperfeitas (como desobediência a Deus)? O livre arbítrio para fazer algo que desagrada a Deus não seria necessariamente uma imperfeição?

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    1. Olá! Bom questionamento!
      É importante notar que a bíblia não diz que Satanás era perfeito (em essência), e sim que ele tinha uma “conduta perfeita”, até que começou a fazer o mal (Ezequiel 28:15). Essa conduta (comportamento) de Satanás foi se corrompendo ao passo que ele deu lugar ao orgulho. Isso nos mostra que apesar de os anjos possuírem uma natureza superior à nossa, ela não é incorruptível. Se a natureza deles fosse incorruptível, o livre-arbítrio seria nulo, pois, como disse o filósofo Alvin Plantinga, para ter livre-arbítrio a criatura precisa ser capaz de uma moral ruim.

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  2. Deus é tudo? Se a resposta for sim, então Deus é o bem e o mal. E quanto ao livre-arbítrio: de onde vem a vontade de praticar uma moral ruim? De onde veio a vontade do suposto anjo Lúcifer de fazer o mal? O problema não é fazer ou não o bem ou o mal, o problema é o simples fato do mal existir. Se Deus existe, não tem como ele não ser sádico, malévolo, sanguinário etc. Resta ao teísta apenas aceitá-lo como ele é.

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    1. O deus mitológico biblico criou tudo, o bem e o mal. Lucifer nem é citado na biblia, satanás nem existia ainda em Gênesis. E o Eden não é um Jardim e sim um povoado.

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    2. Deus é tudo, mas o mal é a ausência do bem, logo o mal é a ausência de Deus.

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    3. Leia o livro de jó filho,Satan se disfarçou de serpente no Gênesis

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  3. A crença em deus é 100% racional??
    Ok, então vamos à sabatina de sempre:

    1. Você pode me provar que tudo o que existe teve uma origem e não simplesmente sempre existiu, por exemplo?

    2. Supondo a primeira provada, você pode me provar que tudo foi criado por um deus e não por alguma outra possibilidade qualquer como surgido espontaneamente à partir de um universo paralelo, por exemplo?

    3. Supondo as perguntas 1 e 2 respondidas, pode provar que esse deus ainda existe e não, por exemplo, se desintegrou durante a criação do universo, o que justificaria sua inércia no nosso mundo?

    4. Supondo as perguntas 1, 2 e 3 respondidas, pode provar que esse deus é todo poderoso e não apenas um deus que tem apenas o poder necessário para criar um universo?

    5. Supondo as perguntas 1, 2, 3 e 4 respondidas, pode provar que esse deus ainda mantém seus poderes e não, por exemplo, os perdeu durante a criação do universo?

    6. Supondo as perguntas 1, 2, 3, 4 e 5 respondidas, pode provar que esse deus é bom?

    7. Supondo as perguntas 1, 2, 3, 4, 5 e 6 respondidas, pode provar que esse deus é justo?

    8. Supondo as perguntas 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 respondidas, pode provar que esse deus é misericordioso?

    9. Caso todas as perguntas acima sejam respondidas de forma objetiva e racional eu viro crente!

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    1. Pode virar então. Eu as respondi.

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  4. "Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas. O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração" (Lc 6:43-45).

    http://www.dicasfree.com/.../Inquisi%C3%A7%C3%A3o6..jpg

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  5. Refutando deuses

    Uma das coisas que mais me causa estranheza ao conversar sobre religião com pessoas cultas é a dificuldade que elas tem em aplicar um princípio simples: tudo aquilo que se propõe à explicar a realidade deve ser condizente com a realidade a ser explicada. Por exemplo, nenhuma lei científica pode ser aceita se ela conflitar com o fato de objetos cairem para baixo na Terra. Se houver conflito, certamente o problema não é com a gravidade mas com a teoria proposta afinal é de experiência comum à todos os terráqueos o fato dos objetos cairem, não?
    Pois bem, submetamos à este critérios as idéias mais comuns de divindade.
    É comum ouvir que um deus bom permite o mal em respeito ao livre arbítrio. Mas esse não seria o resultado esperado de um deus indiferente? Supondo um deus que não interfere no estupro de uma criança em respeito ao livre arbítrio do estuprador, porque deus interferiria na mente de um empregador para que ele escolha aquele que fez uma prece pedindo um emprego? Ou pior, se deus por causa de uma prece garante uma boa colheita em um solo ruim, interferindo por exemplo na composição do solo, seria de esperar que nenhuma lei física ou química fosse constante, mas será que é isso que verificamos na natureza? E voltando ao livre arbítrio, um deus que interfere na mente de um empregado ou na química de um solo não interferiria para salvar uma menina de um estupro?
    Alguns atributos de deus costumam gerar paradoxos interessantes. Por exemplo, um deus todo poderoso pode criar uma pedra indestrutível? Se ele não a puder criar ou destruir aonde está sua omnipotência?
    Ainda por cima é fácil perceber que alguns argumentos comuns como 'deus é justo', 'deus é bom', 'tudo o que é inteligente (ou complexo) tem uma causa inteligente (ou complexa)' não surgem à partir do estudo da natureza (afinal aonde podemos ver um exemplo da justiça divina em uma natureza em que um leão come um filhote??) mas como uma tentativa de justificar racionalmente aquilo que se crê por antecipação.

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  6. Refutando deuses

    Uma das coisas que mais me causa estranheza ao conversar sobre religião com pessoas cultas é a dificuldade que elas tem em aplicar um princípio simples: tudo aquilo que se propõe à explicar a realidade deve ser condizente com a realidade a ser explicada. Por exemplo, nenhuma lei científica pode ser aceita se ela conflitar com o fato de objetos cairem para baixo na Terra. Se houver conflito, certamente o problema não é com a gravidade mas com a teoria proposta afinal é de experiência comum à todos os terráqueos o fato dos objetos cairem, não?
    Pois bem, submetamos à este critérios as idéias mais comuns de divindade.
    É comum ouvir que um deus bom permite o mal em respeito ao livre arbítrio. Mas esse não seria o resultado esperado de um deus indiferente? Supondo um deus que não interfere no estupro de uma criança em respeito ao livre arbítrio do estuprador, porque deus interferiria na mente de um empregador para que ele escolha aquele que fez uma prece pedindo um emprego? Ou pior, se deus por causa de uma prece garante uma boa colheita em um solo ruim, interferindo por exemplo na composição do solo, seria de esperar que nenhuma lei física ou química fosse constante, mas será que é isso que verificamos na natureza? E voltando ao livre arbítrio, um deus que interfere na mente de um empregado ou na química de um solo não interferiria para salvar uma menina de um estupro?
    Alguns atributos de deus costumam gerar paradoxos interessantes. Por exemplo, um deus todo poderoso pode criar uma pedra indestrutível? Se ele não a puder criar ou destruir aonde está sua omnipotência?
    Ainda por cima é fácil perceber que alguns argumentos comuns como 'deus é justo', 'deus é bom', 'tudo o que é inteligente (ou complexo) tem uma causa inteligente (ou complexa)' não surgem à partir do estudo da natureza (afinal aonde podemos ver um exemplo da justiça divina em uma natureza em que um leão come um filhote??) mas como uma tentativa de justificar racionalmente aquilo que se crê por antecipação.

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  7. Eu me tornei homossexual porque fui abusado por um homem quando eu tinha 3 anos de idade. Ele não me machucou, mas uma criança de 3 anos não tem maturidade para entender o que é uma relação sexual, de modo que isso me marcou para o resto da minha vida.
    Que razões moralmente suficientes Deus poderia ter para permitir e planejar que isso acontecesse comigo, e todas as consequências que se seguiram para o resto da minha vida, e talvez pela minha eternidade se houver e for nos termos bíblicos?
    E o que dizer das pessoas que sofrem violência e vivem na miséria? Que tiveram e têm experiências de vida muito piores do que as minhas?

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. As almas dos inocentes já estão justificadas perante o Criador. O Messias falou aos judeus, que Sodoma,Gomorra,Tiro,Sidom e atual Etiópia, terão julgamento mais brando em relação à Israel.
      Muitas vezes temos o anseio de ouvirmos muitas palavras que nos ajudem a seguir em frente nesse dia a dia, em que tudo parece estar sem sentido. Mas Deus nunca deixa de nos ouvir. Mesmo na solidão.
      Temos que ter em mente que esse mundo nāo é justo, tanto que Satã usou-o como moeda de barganha:
      "Se te curvares diante de mim, te darei todas as riquezas da terra. Pois esse mundo é meu. E eu DOU a quem quiser"(evangelho de Lucas).
      Mas se tu quiseres e tiver fé (indiferente da tua sexualidade), Deus lhe dará as respostas que tu procuras.
      Com o mais não se preocupe, mesmo esse mundo sendo injusto, Deus não é. Nenhuma injustiça, mentira ou malefícios que se fizeram, passarāo impunes diante da presença do Criador de todas as coisas.
      E ao contrário do que os "defensores da liberdade", te dizem, eu acho que você é capaz. Não deixem que te tratem como uma "bixinha inofensiva" com medo de um mundo cruel que vai te devorar.
      Você, eu, e qualquer um dos 7 bilhões de habitantes do planeta podemos ser capazes de coisas incríveis.
      Somos dotados de imaginação, idéias, sentimentos, mas sem sabedoria, transformamos isso em loucura, violência e devaneio.
      Esse é o preço do conhecimento, conhecimento é poder, mas a verdade liberta, conforta e satisfaz.
      E o Messias é a trilha para esse caminho. No mais, o resto vem com o tempo, pelo caminho da fé.
      Espero que tenha ajudado.

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  8. Isaías: 45:7 Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.

    De acordo com esse versículo podemos questionar "QUAL A VERDADEIRA ORIGEM DO MAL?"

    De acordo com o livro do gênesis, deus criou o homem perfeito na mais pura inocência, sem conhecer o mal. E a unica ordem divina foi "Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás."

    O que está em questão aqui é um seguinte:

    deus sendo onisciente já sabia que o homem iria desobedece-lhe, assim o pecado iria entrar no mundo. Então porque ele deixaria uma "árvore" para sua criação desobedecer?

    Seria certo? afirmar:

    deus para redimir as pessoas do pecado que ele mesmo criou, sacrificou a si próprio para livrar o mundo do inferno que ele mesmo criou.

    "O que é o céu senão um suborno, e o que é inferno se não uma ameaça?"
    Jorge Luis Borges.

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    1. Sinto-me honrado em saber que Deus usa o programa para dar as respostas que você precisa meu irmão. Não tenha dúvidas de que o Senhor o tirará do deserto e o colocará sobre o “rio da água da vida” – o Espírito Santo – (Joao 7:37-39) a fim de você ser refrescado e encontrar alívio. Continue em sua busca por Jesus peça-Lhe forças para vencer o que o atrapalha de seguir adiante.Filipenses 2:13 diz que é Ele que efetua em você (e em mim) o querer e o fazer coisas boas. Portanto, basta pedir e o Senhor atuará lá no fundo da sua mente, refinando seus gostos e o auxiliando até obter a vitória que tanto almeja!

      Isaías 45:7, a princípio, parece contradizer 1 João 4:8, 16, Tiago 1:13, etc. Mas, quando entendemos o significado da palavra hebraica para “mal” empregada no texto, o aparente problema fica resolvido. Vou lhe ajudar:

      A palavra hebraica para designar mal no verso é ‘ra e significa: “mal moral”, “a natureza perversa” e também “males como inundações, terremotos, tempestades de granizo”. Nesse contexto, ao compararmos com Isaías 47:11, vemos o termo “mal” se refere à “desolação” e às “calamidades” que Deus permitiria vir sobre os babilônicos por não terem se arrependido dos pecados deles! Leiamos Isaías 47:11:

      “Pelo que sobre ti virá o mal que por encantamentos não saberás conjurar; tal calamidade cairá sobre ti, da qual por expiação não te poderás livrar; porque sobre ti, de repente, virá tamanha desolação(Grifo acrescentado)

      O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Diacomenta sobre Isaías 45:7:

      “Crio o mal – Deus é o autor da luz e da paz. Elepermite o mal para que os homens e os anjos possam testificar o resultado do afastamento dos eternos princípios da justiça. Na Escritura, Deus muitas vezes é representado como causando aquilo que ele não evita”em> (Grifos acrescentados).

      Aqui é exposto um princípio muito importante para análise do texto: o idiomatismo hebraico(forma de os hebreus se expressarem) apresenta Deus fazendo coisas que na verdade Ele não impede de acontecerem. Esse é o caso de 1 Samuel 16:14.

      Quando entendemos o termo no original e a forma como o hebreu se expressa (apresenta Deus a fazer algo, mas, que na verdade Ele não impediu), conseguimos entender tais questões difíceis. E, quando lemos o contexto geral das Escrituras, concluímos que Deus realmente não é o autor domal moral, mas sim que Ele permite que calamidades e desolações sobrevenham a nações rebeldes (Isaías 45:7 e 47:11):

      “Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal.” Salmo 5:4.

      Conte comigo sempre que precisar – ok?
      Um forte abraço e que Deus lhe dê a paz,

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    2. Interessante suas colocações Ryoston,

      Dentre os questionamentos aqui, o seu é o melhor elaborado, pois parece ser honesto com suas dúvidas.
      A mente do ser humano é tremenda e do ser pensante ainda mais.
      Muitos crente tem esse questionamento que postou na sua premissa final.
      Ao longo da Bíblia percebe-se claramente que Deus, sendo tão poderoso, deseja ter contato com os seres humanos, criados por ele, basta ver a vida de Jó, Abraão, Moisés, etc.
      Realmente Deus criou esse ser puro, livre do pecado, mas não o fez como um robô e essa escolha, soberana Dele, permitiu que o mal proliferasse.
      Deus estabeleceu realmente a forma de religar o homem a Ele, que seria através de derramamento de sangue (inicialmente do cordeiro), mas a Palavra diz que esse sacrifício era imperfeito. Então Ele se faz homem (Jesus) e mostra para a humanidade o que Ele esperava que Adão fosse. E em seu corpo cumpre a justiça que Ele mesmo estabeleceu para o perdão dos pecados, garantindo o pleno acesso a Ele novamente, através da crença de que Cristo morreu por nós.
      Você pode entender o céu como um suborno, entretanto é exatamente o contrário, é algo sublime, ao qual exige-se um passaporte que ninguém na terra poderia adquirir. Jesus veio para te garantir esse acesso, e hoje você dispõe dele gratuitamente.
      Alguns vão dizer que devo seguir as regras Dele para que isso seja possível. Oras, não vivemos no anarquismo, até dentro da minha casa há regras claras. Se meus filhos não quiserem seguir terão problemas, por que no céu seria diferente.
      Deus veio, restaurou a justiça e ofereceu o caminho, cabe a cada um escolher o que quer. O inferno é sim uma punição para aqueles que rejeitam as regras de Deus. Assim como a demissão é o castigo para quem não segue as normas numa empresa, todavia com consequencias gravíssimas.
      Antes de ir ao EUA, vc precisa de um visto, no qual há diversas regras, e vc tem que se adequar a elas ou será rejeitado, assim como na imigração.
      Para o céu, o passaporte existe, é gratuito, já foi pago, basta que você demonstre que quer esse passaporte.
      Na verdade o inferno é também uma escolha, sim uma escolha daqueles que valorizam mais o seu EU, seu ego, seu orgulho, etc, atitudes e comportamentos que o afastam da Graça de Cristo.
      Pra finalizar, nós que somos mortais e falíveis, escolhemos um cordeiro para ser um animal de estimação dos nossos filhos e outro cordeiro para matarmos e comermos no fim de semana. É justo isso da nossa parte.

      Se nós sendo o que somos decidimos assim, imagina a mente insondável e soberana de Deus.

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  9. Tem muitos questionamentos e "argumentos" (coloquei entre aspas só por causa do blog) sem respostas e intactos,afinal de contas,onde está o autor/dono do blog para destruí-los?

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  10. Ora, mas então Deus seria alguém acima acima do bem e do mal? Para ele os fins justificariam os meios?

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  11. O problema é que permitindo o mal e sabendo previamente quem iria pecar ou não, Deus já teria permitido quem seria condenado ao inferno. E isso é bondade?

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    1. E quem acredita em Deus, mas não acredita no Inferno.

      https://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1200001978

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  12. No momento em que temos o livre-arbítrio, mesmo Deus sabendo que nós vamos pecar, nós podemos acabar não pecando. Isso acontece, porque Deus é sábio e sábio não é o que sabe, mas sim, o que compreende. Deus compreende que nós vamos pecar, porém, isso não significa que ele sabe...
    Se ele soubesse, não haveria justiça por parte do mesmo, pois, no momento que eu sei que meu filho vai pecar, e eu não tento impedi-lo, é minha culpa, não culpa do filho.
    Tem uma passagem que diz mais ou menos assim:
    Se te u irmão pecar e vós não disseres a ele para se redimir, ele cairá pela própria culpa, mas você também prestarás conta com ele.
    Porém, se vós o avisardes e, mesmo assim, ele continuar pecando, ele cairá pela própria culpa, mas vós não tereis que prestar contas...
    Se Deus estipulou isso, significa que, no momento do pecado, Deus tenta lhe impedir, porém, você não dá ouvidos e continua pecando... Além do mais, Deus pode estar em todos os lugares, mas não pode transparecer-se em todos os lugares, pois, Deus só vai onde lhe é permitido, dá mesma maneira que você só entra na casa de alguém, se convidado.

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  13. Vamos supor que voce vai discutir com os que acreditam na "Grande Cereja Galática em Rota de Colizão com a Terra". Nada do que voce diga, nada que voce argumente vai convencer os crentes da tal Cereja que não vai ter colisão nenhuma. Sempre e sempre eles vão dizer que a tal cereja é poderosa, que a tal cereja é fodástica e que ele reina sobre o universo ou seja, para os que acreditam ela tá vindo pra colidir e pronto. Não existe fundamento na crença, não existe regra nem nada. Apenas a fé ou seja, apenas fé ou seja, nada alem de fé o que convenhamos é um argumento bem fraquinho.

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    1. Da mesma forma, vamos supor que você vá discutir com os que não acreditam que o Sargão, mencionado no registro bíblico em Isaías 20:1, de fato existiu. Nenhuma evidência que você forneça, nada que você argumente vai convencer o descrente de que Sargão existiu. Sempre e sempre eles vão dizer que a bíblia está errada e pronto.

      No começo dos anos 1800, a referência bíblica a ele foi muitas vezes rejeitada pelos críticos como sem valor histórico. Todavia, a partir de 1843, escavações arqueológicas revelaram as ruínas do seu palácio em Corsabade e os registros inscritos dos seus anais reais. Porém, para o descrente, todas as evidências são forjadas e pronto, teoria da conspiração e a recusa cega das evidências.

      Fonte: http://www.gutenberg.org/ebooks/10887

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  14. Vocês podem ficar discutindo e debatendo o tempo que quiserem, mas se você ja tem uma opinião e uma crença formada sobre o assunto, não vai mudar! Tudo é uma questão de fé, crer ou não crer! Mas te garanto que se você falar com Deus de todo o seu coração, sendo sincero ele vai se manifestar e você poderá sentir a presença Dele! Eu tenho a certeza que Deus existe, por que eu sinto a presença dele! Assim como o vento, não o vejo mas sinto!

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  15. "Assim como o vento, não o vejo mas sinto!" Ao ler um argumento desta monta, sinto que ainda estamos na Idade Média, não obstante até mesmo naquela época é possível que algum filósofo já tivesse discernimento de que o vento pode ser mensurado, utilizado para mover um moinho, por exemplo. O "anônimo" que fez esta citação, certamente se utiliza de "deus" para mover moinhos, barcos, provocar vendavais, etc. E ainda "garante" que se alguém "falar com Deus", ele vai se manifestar. Uma crença ingênua pois qualquer fato posterior será utilizado para confirmar que "Deus agiu". Infelizmente isto reflete a falência do senso crítico, da nossa triste pedagogia de doutrinação. É uma pena!

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    1. Ele já falou comigo.
      Você querendo acreditar ou não.
      Doutrinação até a ATEA faz quando cobra dízimos dos seus fiéis para "custear" causas que são movidas pelo ministério público, que são de graça.
      Não se iluda, o verdadeiro Criador não está nesse circo religioso, e se você tiver fé Ele falará com você.

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  16. Otimas respostas dos racionais. Os outros querem convencer na marra, com marabalismos retóricos que só servem para confundir quem tem menos capacidade com compreensão de texto. Ainda estou esperando quem refute o paradoxo atribuido a epicuro. Luciferino, eu não gosto da ATEA, mas não se pode comparar pedir doações com a coerção psicológica do dízimo. Sejamos honestos.

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    1. Caro Dreameer.
      No que me refiro,não faz muita diferença não. Logo a ATEA diz que a grana é pra custear causas jurídicas, mas muitas dessas causas são acionadas a partir do Ministério Público, ou seja, cai na conta do Estado. Então onde vai esse dinheiro? Não difere muito dos apóstatas pentecostais, que chamam de fanáticos ou afins.
      Mas isso é assim mesmo. Onde há ovelhas sempre haverá um pastor disposto a querer conduzir o rebanho.

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  17. Engraçado essas discussões acerca de alguém que é inatingível.
    O ser humano não resolve nem seus conflitos pessoais e quer entender a mente do Criador do Universo.
    Na verdade, em determinadas rodas de discussão filosófica ou acadêmica, alguns levantam essa bandeira para parecerem mais "inteligentes" que outros por não crerem no sobrenatural.
    Aos ateus eu digo o seguinte, existe de fato esse Deus soberano, onipotente, onipresente e onisciente, mas comprovar de fato só vai ser possível na eternidade, quando você morrer. Até porque Deus não está preocupado em lhe provar que Ele existe.
    Se você continuar achando que não, continue na sua vidinha, zombando dele, levando outros fracos de cabeça a desacreditarem e aguardem a sua recompensa eterna no Lago que arde com fogo e enxofre.
    Não precisam responder, apenas sigam sua vida, Deus na verdade odeia seu procedimento, ele não precisa de você, não vai fazer algo estrondoso para te provar que ele existe, simples assim.
    Meu pai quando tomava determinadas decisões, nunca me perguntava se eu gostava ou não, mas hoje entendo claramente, que como ele me amava e ama, sempre foi com a melhor das intenções, ainda que naquele momento eu entendesse de forma diversa.

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  18. Esse "paradoxo" de Epicuro já é bem antigo.
    No primeiro século, ou nos dias de Jesus e dos apóstolos, já existiam os "seguidores de Epicuro", também conhecidos como "epicureus".
    Seria um raciocínio inteligente?
    O apóstolo Paulo "falou ao VIVO" com os epicureus, quando discursou no Areópago.
    Será que os achou sábios?
    Achou NADA, pois os chamou de IGNORANTES, "na cara deles" (veja Atos 17:8-32).
    MAS o apóstolo Paulo, sim, era um ERUDITO, considerado assim até pelos romanos (Atos 26:24). Ele falava grego (entre outros idiomas), LIA as Escrituras, mas também lia autores gregos (1 Coríntios 15:32,33) e conhecia a Filosofia deles.
    No entanto, aconselhou Timóteo a "sair daquelas vãs filosofias" (ou do "falso conhecimento"), em 1 Timóteo 6:20.
    Portanto, parece que o "paradoxo de Epicuro" é somente mais uma TOLICE (Salmos 14:1-3), que alguns só apoiam, por NÃO entenderem o que a Bíblia fala. (Atos 8:30,31 - João 8:32 e 17:3,17 - Atos 17-11 e 20:20)


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    1. Ao branfer08: A duvida é a mãe do conhecimento.
      Na ignorância dos fatos leia NIETZSCHE para entender o tal do Paulo Bíblico. Cést fini!

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    2. Ler Nietzsche pra entender a bíblia, é a mesma coisa que ouvir conselhos de finanças de um mendigo.

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